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tardes de sábado. são aqueles momentos em que te sentas no puff dois segundos e vem um receber um abracinho e vem o outro a reclamar que também quer e vem o cão, que não pode passar sem se juntar à festa. são segundos de puro caos, de cotovelos nas pernas, de joelhos a pressionar a barriga, de muitos pares de braços e de beijinhos com língua… de cão. mas são segundos maravilhosos em que, à parte da dor, pensas “ahh! assim é que eu estou bem!”

 

tardes de sábado. são aqueles 5 minutos mágicos de mimo, com um no colo, um aconchegadinho e o outro aos pés, no sofá a ver o shrek.

 

e depois são todas as outras horas de brincadeira e loucura que deixam a casa a parecer um verdadeiro campo de batalha. onde não raras vezes temos, igualmente, ameaças nucleares, biológicas e químicas. a saber: são os brinquedos, os utensílios de cozinha transformados em brinquedos, são os livros, as almofadas, as mantas dos sofás, são as chuchas mil e uma vezes desaparecidas, são as fraldas do mais novo, a autonomia desastrada das idas à casa de banho do mais velho, são as bolas, os carrinhos, os legos, as cadeiras/escadas para subir para cima de tudo, e a lista continua.

 

os dias são cada vez mais longos e há muito que fazer e aproveitar. há que brincar com um bocadinho de tudo para não enjoar. o conceito de arrumar a seguir ainda não está adquirido. ainda não é uma das nossas preocupações (nossas, pais).  temos tempo. ou é isso ou gostamos de andar de rabo pró ar a arrumar pecinhas minúsculas todas as noites antes de ir dormir. 

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maria.jpeg

sei que não foi sempre assim. mas houve uma altura qualquer na minha vida em que a Senhora de Fátima começou a ter efeito em mim. hoje não posso ouvir os primeiros acordes “…a 13 de maio na cova da iria…” e já tenho de me conter para não desatar a chorar. se calho a ouvir a canção de despedida dos lencinhos brancos então é que está tudo estragado e é ver aqui a margarida a chorar baba e ranho com dificuldade em se controlar.

 

 

e não é uma daquelas coisas tipo “agora és mãe choras por tudo e por nada”. isto já é antigo. mas a verdade é que a maternidade não ajudou nada à coisa e se dantes tinha grande tendência para o choro, agora choro copiosamente em frente à televisão.

 

todos os anos é a mesma coisa. de uma forma ou de outra acabo por ouvir a emissão da missa neste dia. e acabo por chorar. é um lavar de alma anual que me aquece o coração mas esborrata a maquilhagem.

 

há muitos anos que não vou a Fátima. quando for já sei que a determinada altura vou ter de desaparecer por uns minutos. vou ali chorar um bocadinho e já volto. até lá é manter-me afastada das televisões e emissões especiais do 13 de maio.

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alguém disse uma vez que foram feitos um para o outro, só faltava mesmo encontrarem-se neste mundo. 

tivemos essa sorte há 10 anos e desde aí encontramo-nos todos os dias. estamos sempre juntos mesmo à distância.

 

o nosso amor é assim. ele é um bocado maluco e eu não sou bem fina da cabeça. 

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entre os vários posts sobre o dia da mãe partilhados aos milhões no facebook este fim de semana, um chamou a minha atenção. perguntaram a várias mães o que significa ser mãe. as respostas são do melhor que há.

 

e porquê? porque também são do mais verdadeiro que há. refletem os nossos dias na vertente que não se conta a ninguém. as nossas incapacidades, as nossas vergonhas mas também as nossas alegrias. eu revejo-me em algumas, depois de as ler fiquei sem saber se havia de rir ou de chorar. (claro que, em caso de dúvida, é sempre melhor rir) aqui ficam as que gostei mais:

   

"-Sabes perfeitamente o que é estar no céu e no inferno ao mesmo tempo.

-Medes a dor física em três níveis, mínima, média e pisar um lego.
-Tens a capacidade de ouvir um espirro através de portas fechadas no meio da noite, a dois quartos de distância, mesmo com um ronco tipo caldeira partida ao teu lado.
-Fazer xixi em público faz parte da rotina diária.
-Ficas três dias a lavar a mesma roupa porque te esqueceste de as pôr a secar.
-Ficas mais entusiasmada com o novo catálogo de roupa infantil, do que com o de adulto.
-No fim do dia, escovar os dentes é uma grande conquista."

 

podem ler o artigo completo aqui

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deja vu

06.05.14

Ter filhos com idades muito próximas tem as suas vantagens. Sempre acreditei que uma delas era aproveitar o embalo que levamos de um para o outro. No fundo, aproveitar que ainda está tudo ‘muito fresquinho’. Nada mais errado!

 

Não sei se são as hormonas ainda desreguladas, se é o cansaço acumulado, se é a quantidade de experiências novas que vamos vivendo todos os dias que ultrapassa aquilo que o cérebro tem capacidade de assimilar. O que eu sei é que nunca imaginei que num espaço tão curto de tempo me fosse esquecer de tanta coisa.

 

As tarefas do dia a dia, essas estão em modo piloto automático e dificilmente nos esquecemos delas. Agora aqueles truques e manhas que nós pais fomos aprendendo e ajustando aos truques e manhas dos pequenos, essas é que nos foram escapando, e só nos lembramos delas quando damos por nós a inventar um truque para o mais novo que, na verdade, já tínhamos inventado para o mais velho.

Embora diferentes em muitos aspectos, os nossos filhos são iguaizinhos no que toca a inventar novas brincadeiras capazes de nos colocar os nervos em franja. É verdadeiramente impressionante como o pirulito mais novo tira da cabecita dele as ideias mais incríveis de traquinices e elas são em tudo idênticas às ideias que o pirulito mais velho engendrou quando tinha a mesma idade.

 

Exemplo? Cá em casa temos escadas e elas estão protegidas com cancelas no topo e na base. Primeiro foi para o cão não subir para os quartos, depois foi para o Gonçalo não subir para as escadas e se magoar e por fim é para o Pedro não subir e se magoar. A lateral das escadas tem apenas um corrimão e barras de ferro que têm um intervalo considerável entre elas. Primeiro foi o cão a aprender a subir ‘furando’ de lado. Resolvemos o assunto com um canteiro de flores a tapar o acesso. Feito. Depois foi o Gonçalo a descobrir que podia subir ‘furando’ de gatas de lado. Canteiro de flores com ele. Não satisfeito, mais tarde descobriu que bastava um bocadinho de força para o canteiro ir à vida dele e ficar com livre acesso à escada. Pedras gigantes no canteiro a fazer peso. Feito. Por fim temos o Pedrito nos seus primeiros passos a empurrar o canteiro para o lado para ir atrás da mamã que foi buscar qualquer coisa lá acima e que não ganhou para o susto quando deu de caras com uma coisinha a gatinhar aos seus pés. Foi só quando fomos buscar as pedras gigantes ao jardim que nos caiu a ficha… “Espera lá!? Eu já fiz isto antes.”

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ana m.

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