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o outono é talvez a minha estação do ano preferida. mas ainda não decidi. as outras estações são igualmente boas. com excepção do inverno, que é só longo e frio, e só se safa pelo natal.

 

gosto de quase tudo no outono. gosto das romãs e das tangerinas desta época que têm um sabor especial, embora bastante ácido. gosto das castanhas. gosto quando já está fresquinho mas ainda não está frio demais. gosto do cheirinho a terra molhada das primeiras chuvas. (este ano não tivemos primeiras chuvas. tivemos sempre chuva, mas ainda assim eu hoje tive direito ao cheiro da terra molhada)

 

aquilo que mais me cativa, no outono e em tudo o resto, são os cheiros. é aquilo que me marca. é com base nos cheiros que eu construo as minhas memórias.

 

e o outono está repleto de cheiros maravilhosos. são as castanhas assadas, o tal cheiro da terra molhada, as queimadas nos campos, por vezes já se sente uma ou outra lareira, no tempo de escola era o cheiro dos livros e dos cadernos novos em folha e hoje nesta vila, sente-se o intenso cheiro a mar ainda a puxar um bocadinho à memória do verão.

 

hoje foi um primeiro dia de outono maravilhoso. e principalmente muito cheiroso.

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sempre ouvi a minha mãe dizer "quem não tem que fazer faz colheres", neste meu caso "quem-tem-algum-tempo-livre-faz-os-seus-próprios-cereais-de-pequeno-almoço-para-não-ter-de-comer-mixórdias-cheias-de açúcar-e-passas"

 

 

 

depois de ver vinte mil receitas de granola na net, lá me decidi por uma à minha medida. deixei acabar todos os meus cereais lá em casa para não haver desperdícios e ontem dediquei-me a preparar os meus cereais de pequeno-almoço.

 

mesmo com as interrupções para acabar de dar o jantar aos miúdos e trocar fraldas, safei-me bem. está bem boa, mas confesso que esperava outro sabor, acho que ficaram tostados demais. mesmo assim hoje de manhã pude deliciar-me com os meus cereaizinhos livres de passas. 

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para mim, setembro é desde sempre o mês de começos.

 

como resultado disso, este passou a ser também um mês de comemorações. e as datas não podiam ser mais especiais. são dez anos para o dia em que conheci o Marcelino. que loucura! dez anos!! e sao sete anos de casamento. sim, sete! e parece que foi ontem. 

 

para assinalar as datas mágicas, deixo o texto inicial do nosso livro de leituras de cânticos do casamento.

 

"A ana, tambem conhecida por margarida, aninhas, nita II, ou serra e serrinha, tem hoje 25 anos e nasceu em Alcochete.

 

O marcelino, tambem conhecido por miko, marça ou pinheiro e pinheirinho, é de Aguçadoura e é quinze dias mais velho, o que segundo os entendidos, faz toda a diferença.

 

Quatrocentos quilómetros de distância separavam um do outro e foram-se encontrar naquele edifício rosado com vista para o Tejo, conhecido como Ministério da Defesa Nacional. Foi no dia 2 de Setembro de 2004, ela de branco e ele de verdinho, apresentaram-se para fazer parte das equipas de divulgação do Dia da Defesa Nacional. Na altura nem imaginavam como isso lhes ia mudar a vida.

 

É uma união curiosa. Ela é marinheira mas está sempre em terra, ele cresceu junto ao mar e passou a maior parte do tempo de tropa no mato. São conhecidos por quase nunca estarem no mesmo sítio, nos últimos anos correram os mais variados pontos do país, por vezes ia cada um para seu lado, mas muitas vezes fizeram-no juntos.

 

Quem os conhece sabe que passam a vida a rir e a brincar um com o outro. Foram eleitos recentemente o casal mais mimalho do país e da NATO.

 

E como alguém disse um destes dias, foram feitos um para o outro e só faltava mesmo encontrarem-se."

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as nossas férias já acabaram. não foram muitas, nem poucas, foram suficientes para aproveitar muito, gozar bem os nossos meninos e os dias de sol.

 

este ano o nosso “fugir da rotina” foi rumar a sul para casa da avó margarida e usufruir dos quilos de mimo que ela tem para dar. foram duas semanas de sol, praia, passeios a pé e de bicicleta, gelados e muita brincadeira.

 

não houve resort de luxo, nem refeições em restaurantes, nem grandes saídas à noite. não se pode dizer que foram férias de sonho.

 

mas foram maravilhosas. foi maravilhoso ver os nossos filhos brincar e divertir-se dentro e fora de água. foi maravilhoso ver como eles cresceram estes dias, em tamanho e não só.

 

para o ano há mais. 

 

 

  

 

 

 

 

 

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hoje de manhã, já sentadinho no carro, pronto a ir para a escolinha.

 

gonçalo: – O papá vai trabalhar? 

 

mamã: – Vai, amor, o papá e a mamã vão trabalhar e tu e o mano vão para a escolinha. 

 

gonçalo:  – Não! Tu não vais trabalhar!

 

mamã: – Vou, filho, tem de ser a mamã vai trabalhar com o papá e tu vais para a escola. 

 

gonçalo:  – Tu não vais nada trabalhar! Vais para a minha casa ser mamã!

 

Vai ser o quê? mamã? será que o conceito dele é igual ao meu? cheira-me que ser mamã em casa sem os rapazes presente passa muito mais pela cozinha e pela lavandaria do que ele possa imaginar.

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ana m.

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