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as boas ideias são para copiar.

esta semana, mesmo a tempo dos dias de chuva, a escolinha do Pedro montou a nova decoração de inverno. além das habituais decorações nas portas das salas este ano têm a entrada decorada com chapéus de chuva.

esta ideia não é nova mas é mesmo muito gira. o efeito dos chapéus de chuva  é muito engraçado e tem um grande impacto visual. além disso como são os chapéus das próprias crianças não falta cor, super heróis, minnies, mcqueens, elsas e o dinossauro do Pedrinho (como não podia deixar de ser). e eles adoram ver ali os seus chapéus. cada vez que o vou levar ou buscar, lá vou eu ver onde está o dinossauro dele e onde estão os chapéus de todos os outros meninos da sala, que ele sabe de cor.

 

nota: aqui para cima diz-se guarda-chuva. toda a gente diz guarda-chuva. os meus filhos dizem guarda-chuva e corrigem-me sempre. mas esta ainda não me conseguiram mudar. é chapéu de chuva e pronto.

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nesta casa já são poucos os pares de calças de criança que não têm um remendo nos joelhos. quem diz poucos, diz um par reservado para dias em que convém andar um bocadinho mais apresentável. coisa que também só dura 5 minutos.

há qualquer coisa de magnético entre aqueles joelhos e o chão que os faz andar sempre a brincar no chão e festejar golos como alguns jogadores de futebol. não há calças que resistam e já nem falo dos joelhos! vai ser bem pior quando tiver de pôr remendos naqueles joelhinhos lindos e encardidos.

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não são as calças que ficam curtas. não são as mangas das camisolas que já estão mais perto do cotovelo do que do punho. não são as sapatilhas que deixam de servir (sim, sapatilhas. pessoas do sul que me conhecem, eu agora falo assim. de outra forma não me faço entender. até os meus filhos me corrigem, por isso, os ténis aqui são sapatilhas). não é por eles já não precisarem de se pôr em biquinhos dos pés para chegar a todo o lado. mesmo a todo o lado, aos sítios onde até dá jeito que cheguem e aos sítios onde "não, não mexas aí". não é por cada vez ser mais difícil pegá-los ao colo.

todos os dias vamos vendo como os nossos rapazes estão a ficar crescidos e grandes em tamanho. uma atitude aqui, uma palavra, um pormenor ali. 

mas é só à noite que nos apercebemos realmente disso.

todas as noites antes de ir dormir vamos, uma última vez, ao quarto deles ver como estão. cobrir mais uma vez com as mantas porque ficaram todos descobertos. pô-los direitos na cama porque ficaram todos atravessados na cama, cabeça para os pés e pés em cima do mano. e ficar uns segundos a vê-los dormir.

é aí, ao vê-los todos esticadinhos nas camas a dormir profundamente, que vemos... bolas que eles estão mesmo grandes!

...e que lindos que são sossegadinhos a dormir.

 

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uma mãe faz quadros de rotinas todos catitas para os piquenos. uma mãe dedica-se. uma mãe faz pesquisa na net, recorta desenhos bonitos, manda plastificar, cola pequenos ímanes. os piquenos adoram. uma mãe tenta ter os piquenos organizados. uma mãe falha redondamente o cumprimento do quadro de rotinas. na verdade, uma mãe não é assim tão organizada. ainda assim, uma mãe tem um quadro de rotinas mesmo bonito no frigorífico. uma mãe distrai-se um bocadinho e uma mãe tem ímanes bonitos nos sítios mais improváveis. uma mãe tem sempre com que se rir.

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ontem foi dia de consulta de rotina do nosso mai novo.

o nosso pediatra avisou-nos, ainda o Gonçalo era bebé, que era normal que ele estranhasse ir ao médico, que chorasse nas consultas, mais tarde chorasse ao entrar no consultório, depois ao entrar no edifício e, mais tarde ainda, que chorasse logo ao estacionar o carro. isto nunca aconteceu. as nossas idas ao médico decorreram sempre sem dramas. e mais, foram sempre consultas descontraídas e com boa disposição. com beijinhos e abraços a toda a gente e sempre com muita vontade de ver tudo e de mexer em tudo. é só espalhar charme os meus filhos.

ontem foi igual. como era uma consulta de rotina o Pedrinho sabia que ia só ver o quanto tinha crescido e o quanto estava saudável. e lá estava ele muito entusiasmado e convencidíssimo que já ia chegar ao último número da régua da altura. como é óbvio ainda não chegou lá, mas juro que às vezes me parece que sim de tão grande que está.

os exames da praxe. as perguntas da praxe. o resto estava tudo ok. quando a médica lhe pediu para fazer uma escadinha com peças de dominó o einsteinezinho olhou bem para as peças e disse, com o ar mais confiante deste mundo, "oh, parece que isto vai ser um bocado fácil para mim". toda a gente se riu, claro. e ainda demorou um bocadinho só para criar suspense mas lá montou aquilo sem dificuldade nenhuma. 

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hoje começaram as aulas do segundo período.

 

já não foi o menino de cinco-anos-quase-seis, com o dentinho partido e a abanar desde o ano e meio, que fui levar à escola de manhã. nada disso! foi o rapaz de seis anos feitos, que tem agora um dente à homem (ainda muito fora do sítio e surpreendentemente grande) e que recebeu uma mega garagem da hot wheels pelo natal. é o mesmo rapaz que continua a demorar uma eternidade para tomar o pequeno-almoço e brinca mais do que se veste sozinho, mas isso agora não interessa nada.

 

o mesmo menino que esteve até ao último dia de férias com trabalhos de casa por fazer, porque é muito difícil – e demora muito tempo – e é muito chato – e eu não consigo – e ainda nem brinquei nada, foi o mesmo menino que no fim do dia, quando já estava livre as fichas de português despachou duas fichas de matemática do livro com um entusiasmo nunca visto.

 

este menino veio hoje almoçar em casa e vinha eufórico pois ficou a saber quais as letras e os números que vai aprender neste período e parece que são os mais fixes.

 

eu continuo a surpreender-me com a alegria que eu sinto quando o vou deixar e o vejo tão responsável a pousar a mochila e correr para brincar, ou quando o vou buscar ao fim do dia e o vejo correr para o portão com um sorriso nos lábios. é possível que transpareça para fora o meu ar babado e espero não parecer muito totó. acredito de deve ser um mal comum aos pais de todos os meninos e que se mantém todos os anos.

 

este momento mágico daqueles em câmara lenta que parece saído de filmes e até tem musiquinha de fundo, desfaz-se em três tempos quando lhe pergunto se tem trabalhos de casa e a resposta é sim. nessa altura começa o lamento: e vai ser muito – e é muito difícil – e demora muito tempo – e é muito chato – e eu não consigo – e ainda nem brinquei nada.

e a nossa noite está feita.

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ana m.

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